blog*spot
get rid of this ad | advertise here

Layout by Mari.C

 

 

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

"...todo mundo, todas as pessoas, precisam partir, precisam mudar como as estações; precisam fazer isso ou morrem. As estações me lembram que preciso continuar mudando, e quero mudar porque é o caminho de Deus. Eu tenho mudado a minha vida inteira. (...)
...vivendo nosso amor até ele morrer e nascer de novo e de novo, como um jardim, alimentado pelas quatro estações, um ciclo de mudanças. Todos têm de mudar, ou morrem. Todos têm de partir, todos têm de partir de casa e voltar, de modo que possam amá-la novamente por razões inteiramente novas.
Quero manter minha mente fértil para as mudanças de modo que as coisas continuem nascendo em mim, de modo que as coisas continuem a morrer quando chegar a hora de morrer. Quero continuar a me afastar da pessoa que eu era um instante antes, porque a mente existe para descobrir coisas, não para ler a mesma página recorrentemente.
Apenas nas boas histórias os personagens são, no fim, diferentes do que eram no começo."

(MILLER, Donald.)

Wasted by Tiago 4:55 PM


Quarta-feira, Setembro 24, 2008

Às vezes eu me sinto tão "desintelectualizado", no aspecto cultural da coisa.

Por que? É que tem várias coisas que pessoas inteligentes [e eu digo inteligentes mesmo, não intelectualóides metidos a besta ou a galera MESC] gosta e que eu não consigo gostar ou me interessar. Tá, eu sei, é ridículo pensar isso, eu não sou obrigado a gostar de tudo que o pessoal gosta. Mas eu vejo pessoas que eu acho que têm uma cabeça formidável, pessoas que eu admiro, pessoas que, pra mim, adicionam algo relevante quando falam, gostarem de coisas que eu não vejo a menor graça mas penso "deve ter alguma coisa aí, pra Fulaninh@ gostar disso". Lembrando que existem vários tipos de inteligência e eu sou fã de todos eles, mas isso eu deixo pra falar num próximo post.

Por exemplo, eu confesso que não gosto de Lenine. Nem de Chico Buarque.
Nunca li Dostoiévski e não me vejo fazendo isso num futuro próximo.
Não acho Gabriel Garcia Marques e José Saramago autores fantásticos. Acho que quando eu ler alguma coisa deles, eu poderei dar uma opinião mais sólida.
Até gosto de poesia, mas nunca li Rimbaud. Nem Neruda. Mas acho que deveria.
Também deveria ouvir mais de Jimmy Hendrix.
E assistir mais filmes de David Lynch.
Mas não suporto Kubrick. Nem Velvet Underground.

Em compensação, eu gosto de Oscar Wilde. E do Marquês de Sade. E Bukowski. E Alice Ruiz. Um pouco de Björk também. Muito de Tarantino. David Bowie. O Teatro Mágico. Smiths. Beatles!

Enfim, qual era o propósito desse post mesmo? Ah, lembrei. É que eu não gosto de Lenine, mas tem uma música dele que eu acho legal. Chama-se "Paciência".

Wasted by Tiago 11:25 AM


Quarta-feira, Setembro 03, 2008

Caramba, desde maio que eu não posto nada.

E vai continuar assim por um tempo. A falta de inspiração + falta de tempo colaboram pra isso.

Enquanto isso, vamos nos divertir com o Palavras de Papel, tá?

:)

Wasted by Tiago 12:35 PM


Quarta-feira, Maio 28, 2008

[Recebi por i-meiou... Achei fantástico. Me identifiquei.]


Aos amigos meio intelectuais, meios de esquerda: Quem não frequentou um "bar ruim" levante o mouse...

Aos amigos das gerações que desconhecem a geração "meio intelectuais" e "meio de esquerda": um pouco da geração meio intelectual , meio de esquerda


Bar ruim é lindo, bicho!

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão, é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
- Ô Betão, traz mais uma pra a gente - eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida.

Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.

Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato).

Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando
reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira, que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste; e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?.

- Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

Texto integrante do volume As Cem Melhores Crônicas Brasileiras, organizado por Joaquim Ferreira dos Santos.

Wasted by Tiago 12:13 PM


Quarta-feira, Abril 30, 2008

Oi, tudo bom?

Wasted by Tiago 12:44 PM


Domingo, Março 09, 2008

[Esse tava no meu fotolog mas eu não tinha postado aqui. Que estranho. O título eu inventei agora.]

Bom dia

– Bom dia, amor.

As palavras soaram baixinho, quase num sussurro. Senti a mão dela alisando meus cabelos e ela me deu um beijo de leve na testa.

– Bom dia, linda...

Uma das frases mais verdadeiras que eu já disse na vida. O dia estava realmente bom, tendo começado da melhor maneira possível. E ela era incrivelmente linda. Sabem aquela história de “quem ama o feio, bonito lhe parece”? Isso pode até ser verdade, mas essa história não se aplicava aqui, pois ela era linda de qualquer jeito. Todo mundo achava. E eu, que tinha o privilégio de vê-la logo de manhã cedo, era quem mais confirmava isso.

Abri os olhos e vi que ela usava um shortinho lilás folgado – aqueles de pijama – que mostrava suas pernas grossas. Também vestia uma camisa azul que ficava folgada nela e que eu logo reconheci que era a minha. Os cabelos compridos estavam presos num rabo-de-cavalo e ela exibia um sorriso mais radiante que o sol que entrava pela janela.

Ainda deitado, puxei-a pra junto de mim, manhosamente. Ela tinha um cheiro gostoso, natural. Cheiro de pele, sabe? Como se tivesse acabado de sair do banho, mas sem aquele cheiro artificial de sabonete. Não dá pra explicar, só sentindo pra saber.

– Dormiu bem, pequeno? - disse, numa voz de menininha, alisando minhas costas. Só Deus sabe o quanto eu adoro quando ela faz isso.

– Dormi sim... Mas a melhor parte foi agora, quando acordei e te vi.

– Hahaha. Besta! - deu um tapinha de leve no meu ombro e se levantou, saindo do quarto.

O que eu havia dito era mesmo verdade. Tinha dormido tranquilo, um sono com sonhos em pedaços, mas nada de memorável. Acho que tinha algo a ver com uma lagosta, dois anões siameses e George W. Bush com um espanador, mas eu não conseguia lembrar direito. Não deveria ser nada de importante.

Me levantei da cama, fui ao banheiro e depois andei até a sala, onde ela já estava sentada tomando seu café preto e comendo uma torrada com geléia. Toda vez eu lhe dizia "não se mistura doce com salgado, tu sabe disso" e ela sempre discordava dizendo que eu era cheio de frescuras e não sabia de nada. Na verdade, eu só fazia isso porque sabia que ela ia sorrir quando dissesse aquilo e eu adorava ver aquele sorriso. Lembrei que dia era e disse:

- Amor...

- Hm?

- Eu tenho uma surpresa pra você...

[Continua num post futuro...]

Wasted by Tiago 8:15 PM


Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Esse pobre rapaz
ama o vento que roçou tua pele,
beija a terra
que teus pés pisaram,
faz da tua sombra a dele.
Só tem um pensamento, tua beleza,
sílaba a sílaba, repete
uma só palavra, teu nome.
Só há um desejo em sua mente:
alcançar, seja como for
através do teu corpo, a perfeição do amor.

Alice Ruiz

Wasted by Tiago 3:12 PM


Janela fechada

Por achar que a fumaça dos incensos queimando simultaneamente era a responsável por embaçar sua vista, nem percebeu suas próprias lágrimas encherem seus olhos. Elas escorriam dos olhos, desciam pelo nariz, pelas bochechas, pelo queixo. Lágrimas sofridas pingavam no seu peito, encharcando a camiseta branca.

Não tinha certeza do motivo de estar chorando. Sentia algo estranho, um aperto no coração, uma dor de cabeça, vários pensamentos passando pela sua mente, formando uma nuvem de imagens desconexas do que acontecera, acontecia e poderia vir a acontecer. Tinha saudades de um tempo que não viveu, de um lugar que não visitou, de pessoas que não conheceu, de coisas que não fez. Lembrava dos filmes que nunca viu.

Tinha medo de sofrer. E também de fazer outros passarem por isso. Estava apenas vivendo, tentando ser feliz com aquilo que a vida oferecia. E conseguia, na maior parte do tempo, é bem verdade. Mas, em momentos como esse, quando sentava e refletia sobre seus dias, não conseguia segurar a torrente de sentimentos que chegavam ao mesmo tempo. Se perdia no abismo que é pensar e sentir.

Não se preocupava apenas com o que sentia, se preocupava com os sentimentos dos outros também. Seria tão mais fácil ser egoísta, ser ego, ser ista, mas não conseguia. Não estava em sua natureza e sua criação não permitia isso. Não que estivesse vivendo em função dos outros, sua felicidade ainda era a coisa mais importante. Porém, não conseguia simplesmente afastar os outros pensamentos por muito tempo.

Sempre procurava a ajuda dos melhores amigos, encontrava conforto nas suas palavras sinceras, se sentia melhor depois que conversava com eles. No entanto, depois que eles iam embora, ainda que fossem só pra ir ali e pra voltar logo mais, os pensamentos regressavam um a um, tornando-se uma roda-gigante, um rodamoinho de palavras, rostos e ações.

Não sabia o que fazer. Até porque, se houvesse uma solução fácil, já teria resolvido tudo. Enquanto se perdia nos pensamentos, ouviu o telefone tocar. Enxugou os olhos, percebeu a fumaça dos incensos, tossiu e atendeu o telefone. Do outro lado da linha, ouviu aquela voz conhecida de uma pessoa que lhe amava e que disse: "Abre essa janela, a primavera quer entrar". E sorriu.

Wasted by Tiago 10:37 AM


 

Tem duas coisas importantes na vida: o MOTIVO e o MOMENTO. Se você estiver com alguém pelo simples motivo, curta bem o momento, pois você poderá voltar pelo mesmo motivo, mas NUNCA será o mesmo momento!

 

Arquivos
*****
FRIENDS
Felipe's Endless Vacation
Teté
Odd Idols
Avenida Liberdade
Paulo Bilola
Danoninha
El Soñador
Lucy
Lizinha
Mari Demery
Conceição
Patsy
Cah
Bruna
Mi
Diego
Berna
Clarice
Victor
Momento In.Comum
Paula
Tássia
Marina
Jamile
Aninha
*****
ACQUAINTANCES
Palavras de Papel
Kravis
O Ácido Cinza
In Loko Again
Luabella
Menina-prodígio
Animes Comentados
Consciência do Furtivo
*****
SITES
Cacimba de Letras
Uncanny X-Men
Blogo News